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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Chogyam Trungpa: Mergulhar na irritação

"Não podemos enganar a experiência de vida existente; não podemos forjar nossas experiências ou mudá-las por ter alguma crença irreal de que as coisas vão ficar bem, que no fim tudo vai ser maravilhoso. Se tomarmos essa abordagem, então as coisas não ficarão bem. Pelo simples motivo de que esperamos que as coisas sejam boas e maravilhosas, elas não o serão. Em uma abordagem genuína à espiritualidade, não estamos procurando por um pontapé, por inspiração, ou êxtase. (...) Estamos penetrando nas irritações da vida, mergulhando nas irritações e construindo um lar a partir disso. (...) As irritações se tornam uma fonte de grande alegria, alegria transcendental, porque não há nenhuma forma de dor envolvida." - Fonte: Eternity and the Charnel Ground em Crazy Wisdom, páginas 42 e 43.


Textos originais de Chogyam Trungpa © Diana J. Mukpo, usados com permissão de Shambhala Publications.

- Chogyam Trungpa Rinpoche e Dilgo Khyentse Rinpoche -

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domingo, 21 de agosto de 2011

Ganhando dinheiro: meio de vida correto

"Meio de vida correto envolve fazer dinheiro através do trabalho, ganhando dólares, libras, euros, pesos. Para comprar comida e pagar o aluguel você precisa de dinheiro. Esta não é uma imposição cruel sobre nós. É uma situação natural. Não precisamos nos envergonhar por lidar com dinheiro nem nos ressentir por ter de trabalhar. Quando mais energia você emite, mais energia obtém. Ganhar dinheiro lhe envolve em tantas situações relacionadas que isto permeia toda sua vida. Evitar o trabalho (...) está relacionado a evitar (...) outros aspectos da vida." - Fonte: Condensado de The Eightfold Path, em The Myth of Freedom and the Way of Meditation, página 122 da edição Shambhala Library. Textos originais de Chogyam Trungpa © Diana J. Mukpo, usados com permissão de Shambhala Publications.

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domingo, 14 de agosto de 2011

Congelando o espaço

"Alguém está andando em nossa direção – subitamente congelamos. Não apenas congelamos a nós mesmos, mas também congelamos o espaço no qual a pessoa está andando em nossa direção. Nós chamamos de “amigo” aquele que está andando por este espaço ou “inimigo”. (...) A pessoa está (...) andando por uma situação congelada de ideias fixas – “isso é aquilo” ou “isso não é aquilo”. Isto é o que Buda chamou de “visão incorreta”. É uma visão conceitualizada que é imperfeita, porque não vemos a situação como ela é." Fonte: The Eightfold Path, em The Myth of Freedom and the Way of Meditation, páginas 118 e 119 da edição Shambhala Library. Textos originais de Chogyam Trungpa © Diana J. Mukpo, usados com permissão de Shambhala Publications.

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A meditação é o único caminho


"De acordo com Buda, ninguém pode atingir a sanidade básica e a iluminação básica sem praticar meditação. Você pode estar totalmente confuso, ou pode estar extremamente desperto e completamente pronto para o caminho. Você pode estar emocionalmente perturbado e experimentando um sentimento de claustrofobia em relação ao mundo. Talvez você esteja inspirado pelos trabalhos de arte que tenha feito, ou pelos aspectos visuais e audíveis de trabalhos de arte em geral. Você pode ser gordo, magro, grande, pequeno, inteligente, estúpido – o que quer que você seja, existe apenas um caminho, incondicionalmente, que é começar com a prática de meditação. A prática de meditação é o único caminho. Sem ela, não há meios para sair e nem para entrar." - Fonte: The Only Way, em The Path Is the Goal: A Basic Handbook of Buddhist Meditation, página 4.

Textos originais de Chogyam Trungpa © Diana J. Mukpo, usados com permissão de Shambhala Publications.

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A meditação é agradável?

"A prática de meditação traz todos os tipos de experiências de incerteza, descontentamento de todos os tipos. Estas experiências parecem ser (...) necessárias. (...) Elas parecem ser o sinal de que você está (...) no caminho. (...) Não podemos fazer publicidade por termos depoimentos sobre a prática de meditação. Se fizéssemos isso, seria desastroso. Isto foi apontado (...) nos livros e nos ensinamentos. Já foi dito (...) que esta jornada não é particularmente agradável; você tem de derrubar o seu ego." - Fonte: Loneliness, em The Path Is the Goal: A Basic Handbook of Buddhist Meditation, página 135.

Textos originais de Chogyam Trungpa © Diana J. Mukpo, usados com permissão de Shambhala Publications.

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Chogyam Trungpa: A abertura inclui inteligência

"A transmissão de professor para aluno é muito direta. Ela só pode ocorrer quando não há resistência, não há reserva de territórios. Tal abertura completa vem do desenvolvimento de simpatia e calorosidade. Este tipo de abertura também contém inteligência. É como quando você abre sua boca para receber comida. Sua boca está aberta, mas sua língua ainda está ativa e você ainda tem os dentes e músculos da sua boca. Estão presentes as qualidades dinâmicas da verdadeira abertura. Isto é a abertura com poder e energia, e não apenas a simples abertura da ingenuidade."
(Fonte: Terceira palestra de Empowerment, um seminário não publicado apresentado em Berkeley, California, em maio de 1976. Editado a partir da transcrição. Textos originais de Chogyam Trungpa © Diana J. Mukpo, usados com permissão de Shambhala Publications).

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

2 textos de Chogyam Trungpa

Compartilho com você, dois textos do Chogyam Trungpa:

Não fugir de nós mesmos
Pela prática de meditação, gradualmente, começamos a nos relacionar com nosso mundo, nossos amigos e outras situações. E, vagarosamente, começamos a confiar no mundo também. Começamos a sentir que o mundo não é tão ruim quanto imaginamos - deve haver algo que valha a pena aprender. Não podemos, simplesmente, sair e amar o mundo. Temos de começar com nós mesmos, porque o mundo é o nosso mundo. Fugir de nós mesmos pelo mundo seria como tentar aceitar os raios de Sol, enquanto rejeitamos o próprio Sol.
(Fonte: Condensado de The Tibetan Buddhist Teachings and Their Application, em The Collected Works of Chögyam Trungpa, Volume Três, página 522. Textos originais de Chogyam Trungpa © Diana J. Mukpo, usados com permissão de Shambhala Publications).

A transmissão acontece quando ninguém está em casa 
O conceito de iniciação (empowerment) é baseado em transformação pessoal e transmissão. É baseado na noção de que ninguém está em casa. Ao mesmo tempo, a casa não está fechada. Está aberta. Pode haver ainda um cigarro queimando no cinzeiro ou a cafeteira pode estar quente, mas, fundamentalmente, ninguém está em casa. Em outras palavras, um estado de abertura da mente está tomando lugar. A emotividade que acompanha nosso estado de mente ainda está ativa, mas ninguém está mais lutando pelo território de casa. A abertura toma lugar completamente. Quando isto começa a acontecer, então pode ocorrer a real transformação e transmissão.
(Fonte: 3ª palestra de Empowerment, um seminário não publicado apresentado em Berkeley, California, em maio de 1976. Editado a partir da transcrição.Textos originais de Chogyam Trungpa © Diana J. Mukpo, usados com permissão de Shambhala Publications).

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Mensagem do dia: 25.07.2011

Relacionando-se com nossos entraves:
"A meditação é uma maneira de permitir que os entraves da mente permaneçam em sua própria agitação. Se nós adotamos como prática focar em nossa neurose, isso se trata de uma fuga; e se nós tentamos suprimi-la, isso também se trata de uma fuga. Assim, o processo é relacionar-se com a neurose como ela é, na sua verdadeira natureza, a real simplicidade dela. Aí então nós começamos a fazer algum progresso. Na medida em que esse processo de relacionar-se com nossos próprios entraves se desenvolve, em um determinado momento, nós, enfim, começamos a confiar em nós mesmos. Começamos a desenvolver um tipo de fé e confiança de que o que nós temos e o que nós somos, no fim das contas, não é tão ruim assim. É trabalhável, utilizável." - Fonte: Condensado de The Tibetan Buddhist Teachings and Their Application, em The Collected Works of Chogyam Trungpa, Volume Três, página 522.

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